Informações adcionaisIndicação Biocultural: O uso de fibras vegetais para a produção de artefatos no Brasil está associado a culturas indígenas que desenvolveram técnicas de secar, trançar e costurar, com vários estilos diferentes. Dentre estes estão os paneiros, cestas, rasas os quais dependendo de seu uso apresenta formas, traçados e tamanhos variados. Na Amazônia, esse objeto faz parte do cotidiano das populações locais, sendo importante no transporte da mandioca e de outras cargas, servindo para armazenar e embalar diversos produtos vendidos nos mercados e feiras livres como os frutos do açaí e miriti; verduras; carregamento do pescado como peixe e caranguejo. Ademais, em algumas comunidades do estuário paraense, a produção de paneiros, atividade exercida por homens e mulheres, se configura como a principal fonte de renda para os moradores. Muitas espécies são reconhecidas pelo uso de suas fibras na confecção destes objetos, como é o caso do Miriti utilizado pela artesã Venina Baía, cujas partes aproveitadas são as talas, retiradas da parte mais externa do pecíolo e da Envira (folha fechada). Além dos paneiros, cestos e rasas, tais fibras servem ainda para a produção de armações de cordas e trançados em geral.